Uma situação muito complexa está vivendo nosso país. À primeira vista, investigações envolvendo bancos, empresários e políticos em Brasília podem parecer algo distante da realidade da população. Porém, casos como o do Banco Master acabam gerando efeitos diretos na vida do cidadão comum, principalmente na economia, no emprego e na confiança do país.
Quando surge uma grande investigação envolvendo suspeitas de corrupção, influência política e movimentações financeiras milionárias, o primeiro impacto acontece na estabilidade política e econômica do Brasil. E é justamente aí que a população começa a sentir os reflexos no dia a dia.
O impacto no bolso
Toda vez que o ambiente político entra em crise, investidores e empresas passam a agir com mais cautela. Isso pode provocar:
- alta do dólar;
- aumento da inflação;
- juros elevados por mais tempo;
- encarecimento do crédito;
- redução de investimentos no país.
Na prática, isso afeta diretamente:
- o preço dos alimentos;
- combustível;
- parcelas de financiamentos;
- cartão de crédito;
- empréstimos;
- e até o custo de manter pequenos negócios funcionando.
Na verdade, a economia do Brasil já vem sentindo muito, com inflação acima da meta, juros altíssimos e superendividamento do país. Outro ponto importante é que mesmo sem perceber, o cidadão comum acaba pagando parte da conta da instabilidade política.
Menos investimentos e menos empregos
Quando escândalos políticos ganham força, muitas empresas seguram investimentos até entender qual será o cenário do país. Isso reduz a geração de empregos e desacelera setores importantes da economia.
Para quem trabalha por conta própria, tem empresa ou depende do comércio, o impacto costuma aparecer em forma de:
- queda nas vendas;
- redução do consumo;
- dificuldade para conseguir crédito;
- aumento da insegurança financeira.
A sensação de impunidade e descrença
Outro efeito importante é o desgaste da confiança da população nas instituições. Grande parte dos brasileiros já demonstra cansaço com notícias frequentes envolvendo corrupção, privilégios políticos e suspeitas dentro do poder.
Quando novos casos aparecem, cresce a sensação de impunidade e injustiça, gerando um sentimento perigoso para o país: a descrença nas instituições e na própria política.
O Caso Banco Master mostra como crises envolvendo poder político e financeiro não ficam restritas aos bastidores de Brasília. Elas acabam chegando à rotina do cidadão comum por meio da economia, da inflação, do emprego e da confiança no futuro do país.
No fim, quando há instabilidade no topo da estrutura política, quem normalmente sente primeiro os efeitos é justamente a população.
O que fazer?
Veja, a pergunta não é se vamos ter crises, mas quando elas virão. Pois é certo que elas virão.
Para isso precisamos estar preparados, com o mapeamento de todos os riscos das nossas empresas (financeiros, operacionais, jurídicos, reputacionais, etc.) e um plano de gestão de crises bem elaborado. Muitas vezes não conseguimos evitar as crises, até mesmo porque depende de fatores externos que não temos controle, mas com um bom planejamento conseguimos mitigar seus danos.
Análise Giuliano Vitorino- Tratto Brasil
Fonte: Correio Braziliense – ” Ciro Nogueira recebia propina de R$500 mil de primo de Vocaro”



