Integração Lavoura-Pecuária na safrinha pode maximizar uso de pastagens e elevar rentabilidade no agro

ANÁLISE COMUNIDADE TRATTO

MAIS IMPORTANTE QUE UMA NOTÍCIA É O MOVIMENTO QUE ELA REVELA

A Integração Lavoura-Pecuária (ILP), é um movimento relevante que esta acontecendo, o agronegócio brasileiro está acelerando a busca por produtividade por hectare, e não apenas por expansão de área.

Durante décadas, crescer significava abrir novas áreas ou aumentar a produção de uma atividade específica. Agora, a lógica está mudando. O produtor que consegue gerar receita agrícola e pecuária na mesma área, ao longo do mesmo ano, passa a ter uma vantagem competitiva crescente.

Existem três fatores que aparecem como pano de fundo para esse movimento:

  1. Atrasos em parte da colheita da soja reduziram a janela ideal do milho safrinha em algumas regiões.
  2. Os preços da pecuária se tornaram mais atrativos.
  3. Os custos de produção continuam pressionando a rentabilidade agrícola.

Diante disso, muitos produtores começam a olhar para o “boi safrinha” não apenas como uma alternativa, mas como uma estratégia de gestão de risco.

Quem acaba ganhando com isso são os produtores que já possuem integração entre agricultura e pecuária, pecuaristas com capacidade de recria e engorda, empresas de sementes forrageiras, fornecedores de tecnologia de manejo e propriedades que possuem estrutura para tomada de decisão baseada em indicadores.

Agora, produtores com sistemas altamente dependentes de uma única atividade, produtores que trabalham com baixa eficiência de uso do solo e operações que enxergam agricultura e pecuária como negócios separados e não integrados.

Essa transformação silenciosa acontecendo no campo brasileiro, vai gerar disputas entre sistemas produtivos e não apenas por produtividade da soja, do milho ou da arroba.

O produtor mais competitivo poderá colher soja, produzir milho ou sorgo, recriar gado na seca, melhorar o solo e ainda preparar a área para a próxima safra. Ou seja, a unidade de análise deixa de ser a cultura e passa a ser a fazenda como um ecossistema produtivo.

Para estados produtores, esse movimento tem um significado especial, pois a integração entre essas atividades pode representar uma das maiores oportunidades de aumento de produtividade sem necessidade de expansão territorial. Gerando maior geração de renda por hectare, melhor aproveitamento da infraestrutura existente, recuperação de áreas degradadas, redução de riscos climáticos e maior atração de investimentos para o setor agropecuário.

Essa notícia na prática, não é apenas sobre pastagem ou manejo. Ela mostra que o próximo salto de competitividade do agro brasileiro pode vir menos da expansão de área e mais da inteligência na utilização da área já existente.

Quem conseguir produzir mais ciclos econômicos no mesmo hectare terá uma vantagem crescente em rentabilidade, sustentabilidade e resiliência. Onde cada hectare é uma plataforma de geração contínua de valor ao longo do ano.

Análise Giuliano Vitorino – Tratto Brasil

Fonte: https://www.portaldoagronegocio.com.br/pecuaria/pastagens/noticias/integracao-lavoura-pecuaria-na-safrinha-pode-maximizar-uso-de-pastagens-e-elevar-rentabilidade-no-agro

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